Paulo Roberto Pugialli
[ artista plástico e visual, músico, restaurador musical e desenhista ]
Após haver dedicado parte de seu tempo à música, área artística onde compôs para filmes, teatro, ballet, audiovisuais e concertos; além de apresentar-se como intérprete de compositores aplicados à linguagem musical contemporânea de vanguarda e experimental, volta-se ao desenvolver do desenho, da pintura, da gravura e da confecção de obras de cunho tridimensional, sem abandonar inteiramente o campo da música. Em Ishfaireeka Tay’ya (1998) e Um Corte na Imagem do Silêncio (1999) , duas de suas instalações, e.g., faz uso de conceitos oriundos de sua experiência musical como noções concernentes às propriedades físicas das ondas sonoras.
Premiado no 8.º Salão de Artes Plásticas da UFRJ pela composição musical, direção musical e produção musical do audiovisual “Delírio, Meu Delírio” das artistas plásticas Graziela Peres e Sandra Ó, estuda na década de 1980 com Antônio Guerreiro, H.J.Koellreutter, Mamour-Bá, Mario Ficarelli, Henrique Pinto, Orlando Fraga, Murray Schafer, Marisa Fonterrada, Carlos Kater e Silvio Ferraz, Rodolfo Caesar, José Penalva e Eduardo Guimarães Alvares. Suas composições recebem interpretações de músicos mundialmente renomados, dentre os quais o oboísta norte-americano Harold Emert, o violoncelista inglês David Chew e a clarinetista norte-americana Christina McDonnell; além de tomar parte em diversos eventos ligados à linguagem e produção musical contemporânea, onde se destacam as Bienais de Música Brasileira Contemporânea, Panorama da Música Brasileira Atual e a IV Mostradamus. Compõe a música incidental e dirige musicalmente a peça teatral “Trem de Lata” de Ana Devesa - texto 1º prêmio de dramaturgia para bonecos FUNDACEN/87. Funda, no Rio de Janeiro, o grupo de música contemporânea Trima Contemporânea - dedicado à interpretação de autores vivos. Faz parte do grupo de música nova e experimental Expele Metal e da Orquestra Rio de Violões, com a qual grava Tom Jobim, Luiz Gonzaga e Ernesto Nazareth, no disco “Novas Direções”. É músico convidado para a execução do Concierto de Louvacíon, do catalão Llorenç Barber Colomer (para 150 sinos de 22 igrejas do Centro da Cidade do Rio de Janeiro) - Concerto comemorativo à visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro, promovido pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro e Conservatório Brasileiro de Música. Integra o grupo teatral Hombu durante a temporada do espetáculo “As Cinco Pontas de Uma Estrela”, sob a direção musical de Ian Guest e Direção Geral de Ney Matogrosso, junto à compositora, pedagoga e contadora de estórias Bia Bedran. Restaura partituras originais de Carlos Gomes e Ernesto Nazareth para o pianista Miguel Proença e Orquestra Filarmônica do Rio de Janeiro, e para o Duo Paulo Moura e Clara Sverner.
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